FCUL 31 Março

Sessão de homenagem à Prof. Ana Luísa Janeira – 31 de Março . 14.30h

Faculdade de Ciências da Universidade de LisboaAnfiteatro da Fundação da FCUL, Edifício C1, Piso 3

PROGRAMA

(Ver pdf)

14.30h – Antonio Lafuente (CSIC, Madrid) – Memorias de la Ciencia y
Espacios de la Ciencia

15.00h – Estela Guedes (CICTSUL) – Viagens com A.L. Janeira pela
América do Sul

15.30h – Luísa Abrantes (DQB-FCUL) – Combate à insensibilidade cultural

16.00h – Lucília Valente (U. Évora) – Semeando ao vento. Uma outra forma
de fazer Universidade

16.30h – Intervalo para café

17.00h – José Augusto Mourão (FCSH-UNL) – Saberes. Percursos

17.30h – Anna Carolina Regner (Unisinos, Porto Alegre) – Darwin, coleccionador de cartas

18.00h – Ana Luísa Janeira (SAHFC-FCUL), Última aula: História e Filosofia das Ciências: Configurações, Projectos e Lacunas

20.30h – Jantar com concerto na Fábrica de Braço de Prata
(25 euros, inscrições até dia 25)

Manifeste a sua intenção ou impossibilidade de presença, inserindo um comentário no blog ou na página do evento criada no Facebook.

http://www.facebook.com/event.php?eid=124548047617490#!/event.php?eid=124548047617490

 

65 respostas a FCUL 31 Março

  1. ana luísa diz:

    Gostaria de estar lá. Ainda tenho muito que aprender.
    Maria Alzira Brum
    Escritora sul-americana

  2. ana luísa diz:

    Também gostaria!!
    Airam Xavier
    Universidade Presidente Valadares, MG

  3. Antonio Lafuente diz:

    Haré lo posible por viajar a Lisboa, aunque en cualquier caso estaré allí con vosotros de esa otra manera tan antigua como real: os acompañaré con el corazón. Gracias Ana Luisa por haber sino tantas veces nuestra maestra! Y, desde luego, felicidades por ser tan querida. Besos

    • ana luísa diz:

      Muito me alegra a hipótese de te ter presente, pois muito bem sabes quanto aprecio a tua capacidade de trabalho, o estímulo criativo + a reflexão crítica com que sempre me foste acompanhando, mas, muito principalmente, a tua amizade, claro.

  4. Já formalizei o meu contributo por e-mail e pretendo estar presente na última aula da Professora.

  5. Sim, estarei presente a esta aula, que não será aúltima mas a primeira de uma nova edição.

  6. ana luísa diz:

    Vou com muito gosto!

    Amélia Martins
    Fátima

  7. ana luísa diz:

    BENQUERIDA, non poidemos acompanharte nos teus omenaxes, mais parece que podemos verte nesta fin de semán. Pretendemos estar en Lisboa Françoise e mais eu, e por outra banda Paulette e Eric que chegan de Bordeau a media manhá do sábado, deo
    volente.

    Paco Ramil
    Pontevedra

  8. ana luísa diz:

    Como tem passado?
    Estou com saudades de a ouvir e de a escutar. Porém, vamos a Oslo de 24 de Março
    a 12 de Abril, fazer de avós.Vou ficar sem receber a sua palavra no dia 31 de Março,
    mas o meu escutar será igual , quando ler a palavra publicada por escrito. A sua aula
    será uma comunhão.

    Um abraço grande

    Irene Fonseca
    Montemor-o-Novo

  9. ana luísa diz:

    Ana Luísa,

    Que lindo programa! Lá estarei.
    Beijinho,
    Mariana

    Mariana Valente
    Universidade de Évora

  10. ana luísa diz:

    Olá Ana Luísa,

    Que pena não poder estar na sua ultima aula!
    Entretanto envio-lhe o texto que enviei para a Estela para o Triplov.
    Gostava de ter uma apreciação sua. Não foi muito fácil reconstituir a
    teia dos muitos projectos e subprojectos que teceu em Montemor, mas no
    final soube bem este exercício de memória e “reproximidade”…

    Beijinhos grandes,

    Catarina Oliveira
    Tavira

  11. ana luísa diz:

    MUITA ATENÇÃO

    Sessão de homenagem à Prof. Ana Luísa Janeira
    31 de Março . 14.30h

    LOCAL
    Anfiteatro da Fundação da Faculdade de Ciências da UL, Edifício C1, Piso 3, com:

    JANTAR
    20.30h – Jantar com concerto por Raquel Gama, Fabrica de Braço de Prata (25 euros, inscrições até dia 25 para assuncao.bispo@fc.ul.pt)

    http://hfc.fc.ul.pt/eventos.htm

    © Maria Estela Guedes

  12. ana luísa diz:

    Sessão de homenagem à Prof. Ana Luísa Janeira
    31 de Março . 14.30h
    LOCAL
    Anfiteatro da Fundação da Faculdade de Ciências da UL, Edifício C1, Piso 3,
    JANTAR
    20.30h – Jantar com concerto por Raquel Gama, Fabrica de Braço de Prata (25 euros, inscrições até dia 25 para assuncao.bispo@fc.ul.pt)

  13. ana luísa diz:

    Cara amiga,
    Espero estar presente em 31 de Março em todos esses eventos de homenagem. Muito agradecia que me inscrevam para o Jantar previsto.

    Com toda a amizade

    António Amorim da Costa
    Departamento de Química, Universidade de Coimbra

  14. ana luísa diz:

    Mário Trindade
    que foi meu aluno no Pólo Universitário da FCUL no Funchal
    escreveu no Facebook, no dia 20 de Março

    Mario Trindade Teria tido o maior gosto em participar dos eventos comemorativos da da sua “última aula” mas já tinha marcada viajem para aí a 14 de Abril.
    Mario Trindade É uma pena este seu antigo aluno não poder estar presente. Só que a situação de presente não me permite fazer o que era meu dever! Espero porém contactá-la quando aí chegar em meados de Abril.

  15. ana luísa diz:

    José Aguiar, Prof. da Faculdade de Arquitectura da UTL
    escreveu no Facebook:

    “TODOS à última aula de Ana Luísa Janeira! E, desde já, um forte abraço do José Aguiar”

  16. ana luísa diz:

    Querida Ana Luisa; os pormenores são deliciosos. Adorei ver que Raquel Gama (presumo ser a filha de José Gama/Braga) tb estará presente em concerto. Anna Carolina na certa irá ser emocionante, as viagens com Estela e os ventos de Lucília Valente me dão água na boca, isso sem falar em tua conferência que, terei o maior prazer em receber após proferida, caso me disponibilizares.
    desejo que tudo corra à altura desse acontecimento da homenagem que te é prestada com muita justiça e carinho. Sinta-me acompanhando essa festa, de coração, tgf

    Tania Galli Fonseca
    Universidade Federal do Rio Grande do Sul

  17. ana luísa diz:

    Ana Luísa,
    Muita saudade…
    Desejo-lhe grandes alegrias neste e em todos os seus dias, junto aos seus!

    beijos e abraços
    Airam
    Maria Xavier
    Universidade Federal de Presidente Valadares

  18. ana luísa diz:

    Amiga Ana Luisa,

    Por razões de força maior, não poderei estar presente na tua última aula, o que lamento muito. Prometo marcar presença nas tuas tertúlias.
    Que corra tudo bem. Voltarei ao contacto muito brevemente.
    Passei palavra ao Miguel que quer estar presente.
    Beijinho grande.

    Zé Manel
    (José Manuel Vieira)

  19. ana luísa diz:

    Querida Ana Luisa, lamento no poder asistir al merecido homenaje que la Universidad de Lisboa la dispensará el próximo jueves. Ha sido mi intención trasmitirle mis felicitaciones personalmente pero las obligaciones de las aulas me impiden desplazarme a Lisboa. Espero y deseo que sea un día sumamente feliz en compañía de tantos amigos que la estimamos y queremos.

    Un abrazo y todo mi cariño.
    Andrés Galera
    Andrés Galera Gómez
    Centro de Ciencias Humanas y Sociales, CSIC
    Madrid

  20. ana luísa diz:

    Professora,

    Lamento sinceramente não poder estar presente nesta homenagem. Tenho tentado contactá-la por telemóvel para lho comunicar pessoalmente, mas não consegui.
    Tenho uma reunião longa e inadiável de manhã; à tarde, uma apresentação final do trabalho realizado numa Acção de Formação (que não consegui antecipar nem adiar); à noite, dou aulas.

    Desejo que tudo corra bem amanhã, rodeada de amigos e admiradores. Pensarei em si e, quando estiver disponível, gostaria de a ver.

    Bjs,
    Marina

  21. ana luísa diz:

    Viva Ana Luísa,

    recebi o postal de aniversário e fiquei muito contente. Ainda não tinha dito nada, porque tinha guardado para amanha. Não que fosse agradecer publicamente, mas tinha arranjado um jogo de números que envolvia os aniversários e tinha alguma graça. Isto fazia parte dos dois ou três minutos sobre “a pessoa”.

    Do ponto de vista científico, julgo ter encontrado algo que lhe poderia dar prazer. A Ana Luísa sempre teve o cuidado de alargar os horizontes dos estudantes. Há alguns autores (Matthews e Galili) que defendem a inclusão na ciência de diferentes cosmovisões. O objectivo é o mesmo, alargar os horizontes e promover a tolerância. Os cientistas, em geral, e os estudantes de ciência tendem a ver isto como “cultura”, em oposição à “ciência dura”, que é aquela que conta nos exames.
    Verifiquei porém nos meus estudos, que na resolução de problemas, que é o assunto dos exames, há partes que são inúteis à solução. Há dados dos problemas que se usam na resolução, mas são eliminados no final (isto está publicado num artigo meu de Janeiro). Mais, pode mostrar-se que os problemas foram resolvidos doutra maneira no passado, ou seja, sem recurso aos dados supérfulos. Isto parece-me interessante, porque traz a diversidade para o que se tem tomado como sendo necessariamente rígido; e pode promover a tolerância: há outros meios de atingir a solução correcta. Isto talvez possa ser um complemento para o alargamento de horizontes que a Ana Luísa sempre promoveu pelo exemplo próprio.
    Obrigado por tudo, até breve,
    Ricardo
    Ricardo Lopes Coelho
    FCUL

  22. ana luísa diz:

    Minha Cara Ana Luísa,

    Ausente de Lisboa, e por isso, infelizmente, impossibilitado de estar presente na justa homenagem que te é prestada na Faculdade de Ciências, socorro-me da sofisticação electrónica para te fazer chegar neste dia especial um forte abraço de parabéns pelo bom legado pedagógico e científico de uma carreira que hoje encerra importante etapa, mas que, estou certo, continuará por muitos anos a servir, com o mesmo brilho, a nossa cultura científica e universitária.

    Obrigado por tudo o que nos deste, em particular pelo nosso CICTSUL, o Centro Interdisciplinar de Ciência Tecnologia e Sociedade da Universidade de Lisboa, a que cheguei pela tua mão nos idos anos 1980 e que foi um dos locais onde tive o gosto de poder trabalhar directamente contigo, colhendo os bons frutos do teu singular dinamismo.

    Com um grande beijo de amizade.

    João Maria
    (Freitas Branco)

  23. ana luísa diz:

    Ana Luisa,

    Recebe um grande abraço ,com o sol e frio do Mar do Norte, e votos de um FUTURO cheio de desafios e grandes viagens.

    Vanda Narciso, em Oslo

  24. ana luísa diz:

    Querida Ana Luísa

    Aproxima-se o dia da tua festa que tanto gostaríamos de partilhar. Só poderemos fazê-lo cá de longe. Desde há um tempo que o Manuel não anda bem de saúde e deveria ser operado à próstata no dia 22 deste mês. Infelizmente na véspera começou a ter febres altas e acabou por ir para o hospital onde foi diagnosticada uma infecção a nível geral que complicou imenso e esteve entre a vida e a morte. Graças a Deus está a melhorar de dia para dia embora ainda não saibamos qual a bactéria que provocou tudo. Agora só poderá ser operado depois de curado e com forças para suportar a cirurgia. Foram uns dias de sufoco, mas parece que está tudo a passar.
    Não deixamos de pensar em ti. Ele não escreveu nada do que queria e devia, mas os últimos tempos têm sido complicados. Desculpa.
    Um abraço muito grande para ti com o desejo de que tenhas um dia lindo.
    Filó
    (Alte da Veiga)

  25. ana luísa diz:

    Desculpa o tardio mas espero ainda ir a tempo de te felicitar pela tua aula e augurar-te tudo de bom na nova fase.
    Um beijo
    José Carlos
    (Costa Marques)
    Porto

  26. ana luísa diz:

    Ana querida

    Tenho muita pena de não ter ido, mas estive de baixa médica e não sabia.

    Espero que estejas muito feliz. Um grande abraço, isabel
    (Isabel Bruxo)
    Reitoria da Universidade de Lisboa

  27. ana luísa diz:

    Querida Ana Luisa:

    Aunque no puedo estar contigo en persona en esta ocasión tan importante para tí, quiero que sepas que mi pensamiento te acompañará en todo momento.
    ¡Qué tengas una velada inolvidable!
    Todo mi cariño y mis mejores deseos
    Patricia

    UAM Xochimilco

  28. ana luísa diz:

    Ainda bem que foi ótimo!

    Tinha muita vontade de ir mas não consegui. Desculpa

    Abração

    Fernanda
    (Matias)

    Montemor-o-Novo

  29. ana luísa diz:

    Olá Ana Luísa
    Quem agradece ter estado presente, sou eu. Gostei muito das coisas que ouvi e da sua aula. E de ver a quantidade de gente que esteve consigo. Foi muito bom.
    Um grande beijinho
    Fernanda
    (Fernanda Frazão, Apenas Livros)

  30. ana luísa diz:

    Eu também agradeço, gostei muito.
    E também já fui espreitar…ainda pasmo da vossa aventura boliviana.
    Beijinhos
    Até domingo

    Alexandra Dias – Universidade de ´«Evora

  31. ana luísa diz:

    Oi, querida Ana Luisa; ontem, dia 31, estive, em diversos momentos do dia, sem respeitar o fuso-horário, voltada a imaginar seu dia e sua ultima aula. Agora a recebo e a leio com pressa, com essa pressa que não é a da falta de tempo, mas que é a pressa da expectativa e da espera. Gostei muito do desenrolar das metragens que nos aproximam e distanciam dos espaços epistêmicos selecionados por ti. O canto de Camões compõe como música a questão saberesfazeres X conhecer e inteligir. Gostei muito embora tenham me faltado ver as imagens dos locais que imagino deveriam ter sido presença na passagem de tua fala. Trata-se, ainda, como pude observar na ultima seção da aula, de uma fala inacabada, com lacunas, fazendo jus ao espírito investigador que te anima. Tb passando a palavra a outra pessoa, bem quando, no senso comum, esperaríamos aquelas palavras-chave, dando por encerrada a aula. Assim, em minha leitura, digo: a aula continua, semeada que foi aos ventos e às heterotopias, bem ao teu modo e estilo. Um gd abç, obrigada pelo envio, sinceramente, tgf

    Tania Fonseca
    Universidade Federal do Rio Grande do Sul

  32. ana luísa diz:

    Querida Anita,

    Espero que a Tua ultima aula tenha sido um acontecimento memóravel da tua vida. Infelizmente a distância não me permitio a minha presência.

    Aviso-te que estarei em Portugal do dia 29 de Agosto até ao 12 de setembro. O LUis também vem a Portugal para festejar os 70 anos da Luisa.

    Gostaria imenso de saber a tua disponibilidade e se poderemos ter um encontro bem especial, ligado à tua reforma.

    Podes-me dar o teu numero de telefone?

    beijinhos

    Carolina Oliveira Soulié

  33. ana luísa diz:

    Olá Ana Luisa,
    parabéns pela excelente lição!
    Esqueci-me de te dizer que a Dália me tinha telefonado a pedir para te transmitir que tinha estado, durante a manhã, a fazer uma prova de esforço no hospital e não se sentia em condições para te ir ver/ouvir/reflectir.
    O JP tb pede desculpa pelo atrazo mas não conseguia estacionar.
    Bjs
    Manela
    (Ferreira)

  34. ana luísa diz:

    Olá Ana Luísa, lamento bastante o facto de não estar presente, ontem, na sua festa que tanto a honrou e dignificou. Estive presente, contudo, em pensamento e vontade. Os motivos por que não estive presente foram vários e bastante sérios. Tenho a minha irmã comigo, desde Dezembro, a qual tem problemas de saúde que não me permite ir a qualquer lado sem a levar comigo. A vida por vezes prega-nos sérias partidas.Seria bom que nos pudessemos encontrar.Talvez a Ana Luisa agora já tenha mais tempo. Temos de combinar. Até lá um beijo e felicidades.
    Manuela Mendes

  35. ana luísa diz:

    Obrigada nós, por termos feito parte de uma tarde inesquecível!

    bjs

    Luísa
    (Borralho)

  36. ana luísa diz:

    Querida Amiga

    Foi de facto muito envolvente, ADOREI fruir aquela respiração afectiva!

    Foi igualmente um muito bom pretexto para estarmos, com pessoas VIVAS!

    Bjs e obrigado por tudo.
    Até breve.

    Luís Maçarico

  37. ana luísa diz:

    Querida Ana Luisa:

    Aunque no puedo estar contigo en persona en esta ocasión tan importante para tí, quiero que sepas que mi pensamiento te acompañará en todo momento.

    ¡Qué tengas una velada inolvidable!

    Todo mi cariño y mis mejores deseos

    Patricia


    UAM Xochimilco

  38. ana luísa diz:

    Cara Professora,

    Boa tarde. Lamento não ter ido nem dito nada, mas fui convocada com urgência para a organização de um colóquio que teve lugar na UCP na passada sexta-feira.
    Vou agora ver o link que enviou. É bom saber que foi uma tarde memorável.

    Com amizade,
    Inês
    (Inês Bolinhas, UCP)

  39. ana luísa diz:

    Ana Luísa,

    Gostei muito de estar presente na sua aula.
    Como sabe, eu gosto muito de si, e já aproveitei alguns conselhos muito sábios que me deu, e tenho pena de não ter seguido outros que me indicou.
    Gostou do mimo que a Raquel lhe fez?
    Fiquei muito sensibilizada com o quadro que lhe deu.
    Sabe que pode contar sempre comigo!
    Esperamo-la para o tempo que indicou para colocarmos a conversa em dia.
    Concordo com a Estela, quando diz que se não fosse filósofa era banqueira.
    Em relação ao rapto, a Ana Luísa não contou, mas cá em casa relatou coisas da viagem, que se vê agora que estavam inseridas no rapto.
    Hei-de escrever à Estela porque achei muito interessante como ela descreve o rapto e como ela caracteriza a Ana Luísa.
    Gostei do dia em que publicamente vai continuar a procurar o Absoluto.
    Nem de propósito comprei-lhe a sementinha de um freixo…que coincidência.
    Um grande abraço.
    Manuela Gama
    Escola Carlos Amarante, Braga

  40. ana luísa diz:

    Muito bem mesmo!
    Muito obrigado e beijinho grande do mario

    (Mário Fortes)

  41. ana luísa diz:

    Bom dia Prof. Ana Luísa Janeira
    Muito obrigado pelo e-mail “QUEM QUISER PODE VER tópicos da aula, textos da Estela e Mourão”
    Posso assim ler parte do que disse na sua última aula.
    Obrigado
    Beijinhos
    Assunção
    “Amigos existem, mas poucos”
    SAHFC-FCUL

  42. ana luísa diz:

    Cara Ana Luísa,

    Não tem nada que agradecer: o prazer e a honra foram meus, em
    ter podido estar presente. Uma verdadeira beleza de ocasião !

    Parabéns por toda a sua carreira — e toda a Boa Sorte para o futuro !

    Henrique
    (Henrique Leitão, SAHFC-FCUL)

  43. ana luísa diz:

    muito obrigada.

    mais uma vez, gostava de te dizer que foi uma linda aula. e penso que tudo correu muito bem

    um abraço

    olga pombo

    SAHFC-FCUL

  44. ana luísa diz:

    Cara Prof. Ana Luísa Janeira,

    Soube hoje que lhe fizeram uma homenagem na FCUL. Embora já não vá a
    tempo de me associar, não quero deixar de lhe mandar um bjn, mesmo que
    seja por este meio, tão tecno e impessoal.

    Bjn,
    Miguel
    (Miguel Castanho, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa)

  45. ana luísa diz:

    Boa tarde Ana Luísa,
    Parabéns uma vez mais pelo feliz acontecimento em que se transformou o “último” passo da tua viagem universitária.
    Quanto a amanhã, lá estarei às 13:00h na Rodoviária.
    Almoçaremos em minha casa.
    Quanto à estadia, há duas opções:
    Ou ficam em minha casa, que já conheces bem,
    ou ficam num apartamento, na Nazaré (lugar central), à beira-mar (que não tem para vós quaisquer custos, como é óbvio.
    É só uma questão de escolha.
    Se optares por vir de carro, podem dar uns passeios por aqui com a Anna e a Lurdes (pois o carro dela só tem dois lugares, como sabes e ela não consegue conduzir o volvo) (o tempo está muito bom e há coisas lindas para ver).
    Cá as espero. Boa viagem. Obrigado. Saudações cordiais.

    Amílcar Coelho
    Alcobaça

  46. ana luísa diz:

    Querida Ana Luísa

    Queria muito estar presente mas não consegui. No meu coração celebrei com amizade e admiração a homenagem que lhe dedicaram. Homenageá-la é uma atitude permanente e quando puder gostaria que nos encontrássemos para um chá “falante”.

    Um forte abraço

    Margarida Ruas Gil Costa

    Assessora do Conselho de Administração da EPAL

  47. ana luísa diz:

    Ana Luísa e Estela

    Envio amanhã sim?

    Gostei imenso do dia – das intervenções todas.. da lição…do jantar…

    abraço forte..

    lucilia
    (Lucília Valente, Universidade de Évora)

  48. ana luísa diz:

    Olá!

    Muito obrigada pelo envio das fotos. Foi uma ocasião tão especial e agradável que a guardarei na memória.

    Quanto ao texto para publicar, curta memória biográfica e foto, enviarei para a semana. Como te disse esta semana, além de muitas aulas, tenho a argumentação de uma tese de doutoramento em Coimbra.

    Um grande abraço
    Luisa
    (Luisa Abrantes, FCUL)

  49. ana luísa diz:

    Querida Ana,

    Senti estar na outra margem, mas fiquei muito contente com sua “tarde bem vivida”.

    Você tem a vida bem vivida!!! Continue assim!

    Parabéns!

    Bjs,

    Yuri
    YURI ROCHA
    USP

  50. ana luísa diz:

    Correu muito bem a “última aula” de Ana Luísa Janeira e um gesto muito bonito que teve lugar durante a última aula foi a partilha/distribuição/doação da biblioteca pessoal de Ana Luísa. Eu tive a sorte de ficar com um exemplar da sua tese de licenciatura sobre Simone Weil e outro exemplar da sua tese de doutoramento sobre Teilhard de Chardin.

    Alfredo Ansiães

  51. ana luísa diz:

    Muito obrigado pelo envio das duas fotografias, tiradas durante a magistral ”
    última aula”!
    Manel
    [Manuel Magalhães, Porto]

  52. ana luísa diz:

    Foi um prazer e mais uma oportunidade de admirar a tua genica.

    Francisca
    [Francisca Viegas, FCUL]

  53. ana luísa diz:

    Olá Ana Luísa

    Fiquei com muita pena em não poder estar, tentei telefonar nesse dia para a Lucília para ela te passar o telefone e tb não consegui, mesmo a mensagem que te enviei ela só a viu dias depois …

    Imagino que tenha sido interessante e gratificante. Já tinha lido alguns textos/testemunhos no triplov

    Um abraço amigo
    Sara
    (Sara Marques Pereira. U. Évora)

  54. ana luísa diz:

    Querida Ana Luísa,
    É sempre agradável receber notícias suas, seja de andanças pelo mundo seja das paradas em Lisboa. Percebi por outras mensagens que a homenagem recebida em 31 de março foi muito calorosa. Tentei, até o último minuto, enviar-lhe algo escrito, mas estes últimos meses foram muito difíceis. Fazendo muitos exames e sempre falando com médicos que acabam por dizer a mesma coisa, ou seja, que não há mais o que fazer a não ser aguardar uma modificação que, segundo eles, certamente não acontecerá. Continuo surda e com muito zumbido no ouvido esquerdo. Resolvi, finalmente, aceitar tomar um antidepressivo para aguentar esta fase de ?espera? ou de me acostumar com a nova situação e me sinto um tanto melhor.
    Desculpe-me por não ter-lhe enviado ao menos um texto, como pretendia e por só agora conseguir lhe escrever.

    Grande abraço,
    Márcia

    Profa. Dra. Márcia H.M. Ferraz
    Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
    Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia – Departamento de Física
    Coordenadora do Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Ciência
    http://www.pucsp.br/pos/hciencia
    Vice-Coordenadora CESIMA – Centro Simão Mathias
    http://www.pucsp.br/pos/cesima
    Honorary Research Fellow University College London

  55. ana luísa diz:

    MINHA ÚLTIMA AULA
    tópicos orientadores
    31.3.2011

    0m
    Configurações Epistémicas
    (saberes+ciências)
    10m
    comecemos por entrar na
    REAL ABADIA DE SANTA MARIA DE ALCOBAÇA
    15m
    Agora tomemos uma caravela para o
    NOVO MUNDO
    20m
    entremos seguidamente no
    GABINETE DE HISTÓRIA NATURAL
    DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
    25m
    vamos agora visitar a EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE PARIS 1855
    através dos relatórios escritos por 2 politécnicos portugueses
    José Maria da Ponte e Horta (5ª)
    e Júlio Máximo de Oliveira Pimentel (6ª)
    30m
    visitemos a ESCOLA POLITÉCNICA DE LISBOA
    35m
    para finalizar esta sequência,
    tracemos a arquelogia-genealogia da instituição intalada no
    Palácio das Laranjeiras – O MINISTÉRIO DA CIÊNCIA,TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR (MCTES)
    40m
    recapitulando
    passo a destacar os principais conteúdos
    de cada um destas configurações epistémicas
    conjuntos conceptuais
    + respectivos universos significantes
    45m
    lacunas

    Configurações Epistémicas
    (saberes+ciências)

    Constituindo-se
    porque as ciências exactas e experimentais tinham atingido um grau de maturidade
    e porque as ciências sociais e humanas emergiam com peculiariedades próprias
    a área científica da HFC assume o processo das ciências
    – pela sua vertente histórica
    – e pela sua vertente reflexiva
    cabendo-lhe procurar uma intelegibilidade
    para o processo histórico das ciências

    Por sua natureza marcadamente interdisciplinar
    – ela consolida a formação intelectual de cientistas, técnicos e professores
    – contribui para a reflexão crítica de qualquer um em termos da contemporaneidade
    – e deve servir de pedra imprescindível para uma cultura cidadã
    fundamentada e interveniente no mundo actual

    Ao longo do seu processo, a HFC tem-se desdobrado em escolas, tendências e projectos, onde a arqueologia-genealogia de Michel Foucault contribuiu para

    – detectar preconceitos e bloqueios epistemológicos
    – definir configurações epistémicas
    I
    Preconceitos e bloqueios epistemológicos

    – confusões conceptuais perdurantes no senso comum entre:
    teoria e prática experimental; ciências fundamentais e ciências aplicadas; ciências aplicadas, técnicas e tecnologia

    – abordagens alimentadas por um continuismo temporal, acumulativo e linear, na ausência de discontinuidades

    – modelos de perenidade = sempre foi assim, incluindo transferência para as ciências de crenças próprias do conhecimento tradicional e saberes

    – preconceitos sobre o desenvolvimento das ciências e técnicas
    segundo os mesmos ritmos e um mesmo centro ou as mesmas periferias

    – repetição de erros e falsas interpretações na sequência do peso das autoridades e por ausência de contacto com o arquivo

    Assim sendo, o conteúdo principal desta aula visa contribuir para uma inteligibilidade do processo institucional das ciências e saberes em Portugal, através da definição de configurações epistémicas segundo esta articulação:

    Espaços institucionais
    Discursos produtores = criatividade científica/técnica + Discursos reprodutores = transmissibilidade das ciências, saberes e técnicas

    Configurações Epistémicas

    Do que irá resultar uma
    proposta de inteligibilidade que vai incluir esta sequência conceptual

    I
    Ouvir-Ler

    II
    Olhar-Ver

    III
    Comparar-Nomear-Classificar

    IV
    Controlar-Explorar-Expor

    V
    Observar-Experimentar

    VI
    Investigar-Institucionalizar-Internacionalizar

    NOTA

    Estas configurações epistémicas

    corresponderam quer a dominâncias
    que sobressaíram ao longo dos tempos e passaram posteriormente,
    em muitos casos, a dominadas

    quer a sistemas que nunca desapareceram totalmente
    embora passassem a apresentar um peso menor

    Passo agora para uma aplicação descritiva

  56. ana luísa diz:

    I
    10m
    comecemos por entrar na
    REAL ABADIA DE SANTA MARIA DE ALCOBAÇA
    começada a construir de raiz em 1178

    onde se destacam púlpitos e estantes
    – para leituras e sermões, coro e canto gregoriano –

    sala do capítulo – reunião diária
    durante a qual os monges do coro ouviam ler, a partir de um púlpito de leitura, um capítulo da regra de São Bento
    no caso, apresenta 4 aberturas de modo a permitir
    que os restantes monges também ouvissem o abade

    parlatório – onde o prior, depois dessa reunião, ouvia quem lhe queria falar

    refeitório – adossado à parede lateral, um púlpito para leituras
    no lado oeste, uma escada de pedra conduz ao púlpito do leitor, que lia textos da Ordem durante as refeições. Os monges sentavam-se com os rostos virados para a parede e tomavam a sua refeição em silêncio.

    livraria ¬– códices e copistas, le(ge)ndas

    De facto este mundo cisterciense
    emergia numa relação especial com
    o arquétipo “no princípio era o verbo”
    e por isso, a vitualidade da escuta/leitura alimentava-se:
    – do silêncio
    – dos tempos marcados pelos sinos/cânticos
    – dos códices nas estantes de coro ou nas estantes de missal
    – e de algumas poucas imagens vegetalistas dos capiteis
    entendidas como leitura e escrita para iletrados

    Igreja do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra dos Cónegos Regrantes de S. Agostinho – púlpito de Nicolau de Chanterenne, datado de 1521

    estudos gerais = corporação de mestres (lentes) e de alunos
    trivium e quadrivium
    púlpitos nas salas de aula

    Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora – púlpitos nas salas de aula viradas para o claustro

    Universidade de Salamanca – + primeira universidade com cátedra de música
    púlpito da Aula de Frei Luis de Léon

    lentes

    Lógica, retórica e dialéctica

    MODELO PERDURANTE

    Academia Portuguesa de História e da Universidade de Coimbra
    (ambas no reinado de D. João V) de plantas dos Kew Gardens para ser criado um jardim botânico em Portugal
    segundo uma oferta da Royal Society

    Na sequência de correspondência havida com o marquês de Alegrete, a Real Academia Portuguesa de História recusou, com um desinteresse anacrónico, a oferta feita pela comunidade científica inglesa intermediada por Jacob de Castro Sarmento, visando o envio de sementes do Chelsea Physic Garden para a criação de um Jardim Botânico na Universidade de Coimbra, reiterada de novo a D. Francisco Carneiro de Figueiroa, seu reitor, no ano seguinte.

    Palácio da Anunciada, 4º Conde da Ericeira – ouvir? ou ver?

    Ler Anastácio da Cunha, parágrafo 7 pág 233
    e último parágrafo da pág 248

  57. ana luísa diz:

    II
    15m
    Agora tomemos uma caravela para os
    NOVOS MUNDOS

    CANTO V DOS LUSÍADAS

    17
    “Os casos vi que os rudos marinheiros,
    Que têm por mestra a longa experiência,
    Contam por certos sempre e verdadeiros,
    Julgando as cousas só pela aparência,//

    E que os que têm juízos mais inteiros,
    Que só por puro engenho e por ciência,
    Vêem do mundo os segredos escondidos,
    Julgam por falsos, ou mal entendidos.//

    18
    “Vi, claramente visto, o lume vivo
    Que a marítima gente tem por santo
    Em tempo de tormenta e vento esquivo,
    De tempestade escura e triste pranto.//

    Não menos foi a todos excessivo
    Milagre, e coisa certo de alto espanto,
    Ver as nuvens do mar com largo cano
    Sorver as altas águas do Oceano.//

    19
    “Eu o vi certamente //(e não presumo
    Que a vista me enganava) //levantar-se
    No ar um vaporzinho e subtil fumo,
    E, do vento trazido, rodear-se://

    Daqui levado um cano ao pólo sumo
    Se via, tão delgado, que enxergar-se
    Dos olhos facilmente não podia:
    Da matéria das nuvens parecia.

    22
    Vejam agora os sábios na escritura,
    Que segredos são estes de Natura.

    23
    “Se os antigos filósofos,// que andaram
    Tantas terras, por ver segredos delas,
    As maravilhas que eu passei,// passaram,
    A tão diversos ventos dando as velas,//

    Que grandes escrituras que deixaram!//
    Que influição de signos e de estrelas!//
    Que estranhezas, que grandes qualidades!//
    E tudo sem mentir, puras verdades.//

    Fogo de Santelmo
    aparece na extremidade dos mastros e vergas dos navios em altura de tempestade, e que resulta de descargas eléctricas.

    Tromba Marítima
    enorme tubo que aumentava em direcção ao céu, começava como um vaporzinho, adensava-se chupando a água das ondas para uma nuvem, a qual se carregava para dar uma violenta chuvada sobre o oceano.

    Conclusão:
    os marinheiros por experiência própria, têm mais capacidades de explicar estes fenómenos naturais, do que os sábios que o fazem por meio de obras escritas, teóricas.
    Olhar

    Nos novos mundos, o olhar constrói-se como olhar sobre o outro, sendo por isso um espaço propiciador de fitar com os olhos

    Descoberta que pode equivaler a t(r)emor. Se o marinheiro e o cartógrafo estão habituados, por dever de ofício, a mapear o mundo com sucessivas inflexões, logo mais afoitos para tanta novidade, imagine-se o abalo e, porque não o conflito exigindo ruptura, que afronta o conservadorismo ibérico: do visitante fortuito ao senhor de engenho estabelecido.

    O substrato do desconhecido – realidade outra, outrém e suas estranhezas – faz relevar uma impressão de espanto.

    Contrariando a tendência para retóricas elaboradas e argumentos sofisticados, próprios da escolástica decadente, os textos inscrevem-se numa maior simplicidade de estilo, o descritivo. As descrições de assombro são comuns a colonos e a viajantes, como se verifica em Pêro Vaz de Caminha (? – 1501), Gabriel Soares de Sousa (1540 – 1592), Pero de Magalhães Gandavo (? – 1579), Fernão Cardim (1542 – 1625).

    Destaque-se, por exemplo, o fascínio gerado pela fisionomia e sabor do ananás, entre a «fruita (…) mais prezada de quantas ha» (Gandavo, p. 46), o encantamento pelas bananas, ou a magia à volta das flores do maracujá, o fruto proíbido dos trópicos (fruit de la passion, passion fruit). Ou também a sensualidade generosa do caju com a sua castanha bizarra, teimando em prosperar no meio de solos áridos, secos e pedregosos.

    No cenário espectacular sobressaem as árvores, muitas. Dão frutos – mangaba, araçá, araticú, jaboticaba, coqueiro (Cardim, pp. 95-99). Dão bálsamos e óleos para medicinas – cabugeigba, igcigoa, cupaigba (Cardim, pp. 100-104). Dão madeira – pau santo, jacarandá, sândalo-branco, cedro, angelim (Cardim, pp. 108-109). A que se juntam o vinhático, a sucupira e a araucária brasileiras.

    Ver

    O ver indica que, a partir de agora, se está munido de um canal intermediário de tipo psíquico, capaz de gerar uma apercepção, opinião ou conceito. Inteligibilidades, por outras palavras. Com efeito, o discurso acolhe modos mais elaborados para formalizar as impressões exteriores, por via de um intelecto operando sobre os dados fornecidos pelos sentidos.

    As posições mais específicas deste contexto cognitivo fazem-se acompanhar de um reinvestimento interpretativo, onde crescem as capacidades de mediação com a realidade natural, através de descrições e de interpretações mais exactas e concisas. Como se verifica nas obras de Frei Cristóvão de Lisboa (? – 1652), Ambrósio Fernandes Brandão (1555 – 1625), André João Antonil, Padre António Sepp (1655 – 1733) e Frei José Mariano da Conceição Veloso (1742 – 1811).

    O reconhecimento de diferenças continua a encher relações de viagens e diários, dando conta de coisas imprevistas, ao longo destas paragens. Às vezes, faz-se adensar por uma certa interiorização reflexiva, pela qual o autor do texto deixa claro quanto a alteridade perceptiva exige uma alteridade conceptual: «A diferença está toda em nós mesmos, que precisamos modificar nosso conceito. Quando é meio-dia na Europa, é meia-noite aqui entre nós. O vento sul, lá morno, é aqui fresco e frio. (…) Tudo às avessas. (…). Numa palavra, tudo aqui é diferente, e está a calhar a expressão, chamando a América de “mundo às avessas”» (Sepp, p. 85).

    Para circunscrever transformações na atitude face à Natureza, importa valorizar a detecção epistemológica que delimita uma ocorrência muito precisa e evidente: a existência de novas técnicas e de maior rigor quando se desenham animais, vegetais e minerais. De facto, é neste momento que surgem manifestações, onde a escrita se prolonga por um risco mais incisivo; apetência que atinge melhores resultados na aproximação entre o real (inteligido) e a realidade (percebida). Enquanto afasta uma linha indeterminada e imprecisa, a capacidade aperceptiva cria imagens imitando uma realidade mais real. A imagem-ideia está menos dependente de uma imaginação fantasiosa e, por causa disso, aproxima-se mais do processo indutivo. Quer isto dizer que o sujeito e o objecto do conhecimento estabelecem nexos com maior articulação, de que resultam apetrechos e recursos enunciativos, garantindo novidades no grafismo.

    Devido à capacidade de identificação, cada ser natural pode deixar de ser referenciado por semelhanças parcelares com outros, como acontecia com o tatu – « (…) tamanho como coelho (…) casco á maneira da lagosta como de cagado (…) parecem totalmente um cavallo armado (..) o focinho he como de leitão (…) a carne delles tem o sabor quasi como de galinha» (Gandavo, p. 49) – para começar a ser individualizado através de comparações com outro indivíduo, não referenciado parcialmente, mas concebido como um todo. Além disso, entram as medidas

    De facto a panorâmica do olhar é sensorial.

    O topos é feito de espanto, porque se descobrem múltiplas novidades e desmesuras, ou seja, mudanças de escala.

    Repetindo acontecimentos vivenciados noutras paragens recém descobertas, mas menos cheias de perplexidades para os europeus, a experiência da Natura (olhada) obriga a rever ideias feitas. Muito há para alterar, porque a força da realidade envolvente não se compadece com pré-juízos montados sobre as certezas anteriores à partida, e exige outras evidências, resultantes da chegada. O sentir impõe-se. Para uns com ingenuidade. Para outros com mestria elaborada.

    Na verdade, a vivência experimentada no espaço cognitivo revela-se, e rebela-se, contra a Escritura (ouvida ou lida). Corrigem-se erros, porque as autoridades e os livros divulgam informações limitadas e limitantes. Mesmo assim e apesar de tudo, a interpretação continua a precisar de símbolos e de analogias. Esta circunstância possui ainda recantos gnosiológicos que se aproximam de um Petrarca, descrevendo literariamente a paisagem. Conjuntura que vem a culminar, bem mais adiante, entre os românticos sensualistas.
    A panorâmica do ver é categorial.

    Na verdade, a produção do discurso epistemológico – feita de palavras, desenhos, entalhados de madeira ou da faina mineira – favorece um certo número de agentes, capacitados para o exercício mental da análise. Neste contexto, a ilustração, insipiente ou consistente, pode apetrechar um conhecimento cada vez mais orientado para os pormenores significativos.

    Pormenores que fazem a diferença e vão permitir um paradigma científico bem sucedido. Mesmo assim, continuam a existir séries de classificação obstrusas que nos confundem, lembrando o texto de Jorge Luís Borges inspirador de Les mots et les choses de Michel Foucault.

    Além disso, os exotismos e os usos de árvores, peixes e pedras preciosas propiciam curiosidades mais elaboradas, as quais acarretam textos e gravuras, onde as imagens ilustram palavras a balbuciar o que virá depois: o labor de separar metodologicamente o perto e o longe, o próximo e o distante, o semelhante e o diferente, o mesmo e o outro.

    Assim, estes espaços reais do conhecimento continuam uma Renascença, descobrindo as leis da Perspectiva, e aproximam-se das posições que determinam a emergência de teatros anatómicos e de anfiteatros químicos, gerando, logo de início, o desenvolvimento de áreas

    – como a Anatomia e a Medicina, na sequência de Vaselio, Harvey, Leonardo e Dürer,

    – ou o nascimento da Química, distanciando-se da Alquimia celebrada por Paracelso.

  58. ana luísa diz:

    III
    20m
    entremos seguidamente no
    GABINETE DE HISTÓRIA NATURAL
    DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
    criado pela Reforma Pombalina da Universidade em 1772

    Muséum de Paris – visita 2000

    Viagens Filosóficas – Alexandre Rodrigues Ferreira, etc

    Comparar – Nomear – Classificar

    A panorâmica é histórico-natural.

    Todavia, sob o ponto de vista da inteligibilidade corresponde a uma Criação – natura naturata

    – que remete para um Criador Único – natura naturans –

    – e porque assim é, o sistema natural retira desta origem a razão ontológica que influencia a ordem gnosiológ¬ica que permite conhecer.

    Por isso, a escola ou classe botânica encontra a galeria de minerais nesse preciso e indelével elo de harmonia pré-estabelecida.

    Por isso, ainda, a vitrine com animais secos, em álcool ou embalsamados, não está longe do arboreto, pela contiguidade de uma génese comum.

    Por isso, finalmente, a inteligibilidade conceptual e estética cons¬trói-se pela necessidade de articular: uma reserva de objectos ¬preciosos e raros, dotados de valor ou de simbolismo significante; e uma reserva de inspiração para quem os percorre, frequen¬ta e deles recebe instrução.


    Estas espacialidades ligam-se a outras, mais antigas e porventura mais mundanas, perdurando nas suas formas primitivas ou elaboradas: as Câmaras de Curiosidades, também chamadas Câmaras de Maravilhas, que preservam práticas de conhecimento com componentes diversificados, dos saberes aos prazeres. Paços – reais, senhoriais ou episcopais (como ocorre com o Bispo de Beja e depois Arcebispo de Évora, Dom Frei Manuel do Cenáculo) – acolhem galerias e armários cheios de signos cumulativos da representação à escala mundial:

    – a naturalia (conchas, pedras preciosas, animais embalsamados, folhas de herbário)
    – a artificialia (armas, medalhas, moedas, quadros, relógios, antiguidades, instrumentos)
    – a mirabilia (raridades + aberrações)

    Os gestos requeridos na colecta (esta componente é relevante nas práticas ligadas aos Três Reinos da Natureza, onde o coleccionador é também muitas vezes colector,) ou na escolha, por quem selecciona, na manutenção, por quem conserva, e no apreço, por quem admira, movimentam mecanismos do olhar e do ver.

    No contexto cultural envolvente,

    – o sistema, todo obtido através das partes, mais ligado a Aristóteles
    – e o inventário, descrição exaustiva, dependendo da tradição nascida com Plínio, «são maneiras de representar que fazem intervir a ordem dos coexistentes (…).

    Pensar é espacializar.

    E espacializar é classificar.

    Razão pela qual os Gabinetes de Curiosidades
    e as Bibliotecas de Raridades apresentam tantas semelhanças entre si.

    2º A emergência do coleccionismo no interior da configuração histórico-natural implica a existência de instituições específicas: os Gabinetes de História Natural e os Jardins Botânicos. Como resultado, a detecção cuidada de semelhanças e de difer¬enças.
    A ordem prima. A par disso, verifica-se um outro movi¬mento desdobrado:
    – por um lado, a preocupação sistemática em desenvol¬ver a capaci-dade das vias sensitivas, através de equipamento e de objectos¬ específicos¬ (termómetros, telescópios, balanças, lupas); –
    por outro lado, a necessidade de construir condições privi¬legiadas para potencializar, avaliar e testar essas informações¬, median¬te espaços individualizados para a produção (Observatórios Astronómicos, Gabinetes de Física, Laboratórios de Química).

    Neste particular, o Gabinete de História Natural «toma como ideal de realização o imperativo de se constituir como resumo do universo, miniatura do grande espectáculo que é o mundo da criação: divina ou humana, ordenando o que foi coligido (…),

    Assim, catálogos e inventários servem como exemplos de enumeração e de organização, ao mesmo tempo que revelam facetas (…) do coleccionador.» (Janeira et al, A Paixão do Coleccionador, p. 78),

    – quer pela «“cartografia” geral do seu património»,
    – quer pelas «“viagens” possíveis nos “territórios” criados pelas suas representações.»;
    – representações enriquecidas pelo destaque outorgado à ilustração científica. Aquilo a que tempos depois se vai chamar o papel formativo da geometria descritiva, com importância enaltecida por Comte.

    Além disso, o afluxo de bens coloniais muda a relação dos europeus com os objectos naturais.

    No que respeita a representatividade do Segundo Reino, o enriquecimento da flora faz-se acompanhar de gestos, tendo a montante e a juzante desenvolvimentos práticos e técnicos, postos ao serviço de fenómenos de aclimatação, nomeadamente se o poder faculta o saber. Conjunto muito real e palpável onde se jogam encontros entre o mesmo e o outro: a actividade de aclimatar pressupõe o conhecimento da planta nova, ou pelo menos a sua referência às já conhecidas, e propõe meios para que a vegetação endémica partilhe terreno com as espécies raras.

    Da mestria para possibilitar o crescimento do exótico em solos menos adaptados, resultava uma maior extensão da matéria cultivada,
    – quando ela se destinava ao consumo alimentar – hortas -,
    – ou quando se destinava à produção de fármacos ou deleite em tempos de recreio – hortos -.

    Os cuidados requeridos misturam saberes tradicionais e inovações metodológicas, num composto feliz entre ciências, artes e ofícios. É o naturalista que a identifica, colhe, encaixota e classifica, dando-lhe um nome e dispondo-a em quadros. É o arquitecto que projecta conjuntos, sem esquecer o porte desmesurado das árvores exóticas, da araucária, ao dragoeiro ou à palmeira. É o jardineiro que descobre sistemas de rega e de enxertia adequados à natureza da planta recém chegada. É o cenarista imaginando sobreposições de perspectiva mais adequadas para evitar que o diálogo floral caia em monólogo.

    Todo este vasto conjun¬to de activi¬dades mos¬tra quanto o conhecimento empírico, entendido como obstáculo epistemológico, é votado a um certo desprez¬o. Dentro da mesma lógica, alteram-se os conceitos de Criação e de Natureza, a partir do Iluminismo. Como consequência entre as maiores e permanecendo numa longa duração, a Natura e a Cultura afastam-se uma da outra, gerando um divórcio no pensamento ocidental. Por outras palavras, define-se um processo epistemológico onde a primeira é dominada pela segunda. Neste contexto, para longe começam a ficar certas espontaneidades mais imediatas do território sul-americano, marcadas por espantos menos mediatizados e olhares menos instrumentalizados, ou formas de ver incipientes, à margem da rigidez das metodologias.

    Ser-se naturalista é ser-se «aquele espírito singular, atento ao universo globalizante dos seres vulgares ou exóticos, por isso pesquisando semel¬han¬ças e diferen¬ças, por meio de veredas múltiplas, em demanda do sistema natural. Apaixonado e requintado no observar pertinente, o naturalista é atraído pelo campo, através do corpo e da alma. Apelo a que cor¬responde fielmente, com saídas por poucas horas ou estadias de anos. Apesar de muitos servirem quase como militares, nenhuma das instruções dadas, aquando da partida ou já no local, contém o que só o percurso lhes vai mostrar: da terra paradisía¬ca à fome e febre mortífera.

    Uns tantos ficam por lá. Diários, roteiros, relatórios, notas, memórias e correspondência permitem-nos seguir e compreender estes empreendimentos pelo seu lado científico e pela sua importância polític¬a. Enfim, os Três Reinos ao Serviço do Reino.».

    Atender, examinar, estudar, ponderar, criticar, comparar.

    Como resultado, aparece um rigor novo na ordem do discurso. Na verdade, o que fora inicialmente característica de um estilo, adquire, agora, as exigências de um método, processo global destinado a fins determinados. Circunstância evidenciada por muitos e variados testemunhos.

    Para conseguir tal objectivo, a «necessidade de inventariar e de descrever» contextualiza-se entre cartas oficiais, propostas programáticas e planos de actividade, relacionados especialmente com a flora. Uma entre outras razões para fazer dela «a grande época da História Natural, e não da Matemática ou da Física».

    Espiar, espreitar – percorre este novo espaço do conhecimento. A comprová-lo
    – além dos objectivos políticos, mescla de função administrativa e espiatória, que a norteia
    – os roteiros de viagens, as cartas, as relações dos produtos naturais, as memórias e as aguarelas magníficas que resultam desta expedição.

    Herbários e inventários Sistemática e taxonomia Nomenclatura química
    Tratado dos Limites – definição fronteiras, balística, fortalezas
    Técnicas da jardinagem e taxidermia

  59. ana luísa diz:

    IV
    25m
    passemos, agora, a visitar a
    EXPOSIÇÃO UNIVERSAL DE PARIS 1855
    através dos relatórios escritos por 2 politécnicos portugueses
    José Maria da Ponte e Horta (5ª)
    e Júlio Máximo de Oliveira Pimentel (6ª)

    Ler GE 14-15

    e a SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA
    criada em 1875

    Conferência de Berlim 1884-1885

    Exploração do continente africano

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    CONTROVÉRSIA entre a Marinha e o Exército
    Marinha – Andade CORVO, Bettencourt RODRIGUES
    Exército – Luciano CORDEIRO, José Vicente Barbosa du BOCAGE
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    Andrade Corvo

    Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal entre 13 de Setembro de 1871 e 29 de Janeiro de 1878, durante o Governo de Fontes Pereira de Melo. Nesse período também acumulou a pasta da Marinha e Ultramar de 1872 a 1877. Durante o seu Ministério Andrade Corvo procurou executar uma política de diversificação das alianças de Portugal, reafirmando a tradicional aliança aliança Luso-Britânica, estreitando laços com a Espanha e estabelecendo relações com os Estados Unidos da América, que ele considerava a grande potência do futuro.

    Luciano Cordeiro

    Deve-se-lhe o impulso à propaganda africanista e ao movimento colonialista. Notabilizou-se pela acérrima defesa dos interesses de Portugal tendo ficado célebre a sua actuação quer no Congresso de Geografia Colonial em Paris em 1878 quer na Conferência de Berlim em 1884. A sua extensa acção editorial conta com obras publicadas no campo da crítica literária, da história, das questões coloniais, da economia e da política.

    JJ Betencourt Rodrigues

    Na sequência do Congresso Internacional de Geografia foi fundada em Portugal a Sociedade de Geografia de Lisboa, onde integrou o seu Conselho Central, e a Comissão Central Permanente de Geografia, que propôs ao Governo, em 1876, a organização de uma expedição portuguesa para investigação e exploração do interior africano. Esta expedição veio a ser decidida em 1877, com a escolha dos exploradores, Hermenegildo de Brito Capelo (1841-1917), Alexandre Alberto da Rocha Serpa Pinto (1846-1900), e Roberto Ivens (1850-1898). As instruções para esta expedição foram redigidas pelo naturalista J. Vicente Barbosa du Bocage (1823-1907) e por José Júlio Rodrigues. Os fins da expedição e os seu âmbito geográfico eram assim definidos: “A expedição terá por principal objectivo o estudo do rio Cuango nas suas relações com o Zaire e com os territórios portugueses da costa ocidental, e bem assim toda a região que compreende, ao sul e a sueste, as origens do rio Zambeze e Cunene, e se prolonga ao norte até entrar pelas bacias hidrográficas do Cuanza e do Cuango. A exploração do Cunene até à sua foz, deverá reputar-se compreendida nos encargos da expedição, quando não haja incompatibilidade entre aquela exploração e a que, por sua particular importância constitui a principal obrigação dos expedicionários.” (cit. in Mendes, p. 40)

    José Vicente Barbosa du Bocage

    Presidente da SGL de 1877 a 1883. Na década de 1880 foi Ministro da Marinha e mais tarde Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

  60. ana luísa diz:

    V
    30m
    atentemos, de seguida,
    à ESCOLA POLITÉCNICA DE LISBOA
    criada em 1837
    e onde, depois de 1859,
    os espaços das 12 cadeiras fundamentais se organizavam segundo
    quatro campos disciplinares dominantes: cálculo, observação, experimentação e classificação

    A mesma configuração, mas mais amplificada, associa dois grandes vec¬tores em torno do observar:
    o nomear-classificar (ciências natu¬rais e médicas)
    e o calcular-experimentar (ciências matemá¬ticas e ciê¬ncias físicas).

    ler SEC págs 95-96

    até anos 80
    – Anfiteatro de Química – lente e demonstrador
    – laboratório de química – só para lentes e demonstradores
    alunos sentados nas bancadas seguem demonstrações
    agostinho vicente lourenço – 2º parágrafo, pág 100

    fim anos 80
    – Laboratório de Química – lente e demonstrador
    mas os alunos começaram a experimentar na galeria com varandim

    1901
    – ensino prático obrigatório

    Positivismo

    ler SEC – 2º e 5º parágrafos da pág 108

  61. ana luísa diz:

    VI
    35m
    para finalizar esta sequência,
    tracemos a arquelogia-genealogia da instituição intalada no
    Palácio das Laranjeiras – O MINISTÉRIO DA CIÊNCIA,TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR (MCTES)

    Tutelas da Investigação

    1929
    A investigação científica começou a ser financiada de forma mais ou menos regular com a criação da Junta de Educação Nacional em 1929.

    1936
    Instituto para a Alta Cultura substituiu a JEN – Junta de Educação Nacional

    1952
    Substituído pelo IAC – Instituto de Alta Cultura, que vai dar lugar ao Instituto Nacional de Investigação Científica, em 1976.

    A PARTIR DE AGORA
    IMPOSSIVEL NÃO MISTURAR
    – E DESEJAVEL INTEGRAR –
    EXPERIENCIA PESSOAL

    1967
    criada a JNICT – Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica que, com o INIC passou a acumular a administração do financiamento das instituições de ensino superior e de bolseiros pós-graduados, aquando da extinção do INIC em 1992.

    1979-1980
    Prof S Nunes foi Ministro da Coordenação Cultural e da Cultura e Ciência no V Governo Constitucional, presidido por Maria de Lurdes Pintassilgo, entre 1979 e 19

    1992
    Extinto o INIC em 1992, fica só a JNICT que é extinta, posteriormente, com a criação da FCT em 1995

    2002
    Criação do Ministério da Ciência e do Ensino Superior, actualmente Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

    O processo histórico desta sequência institucional, associada ao percurso discursivo que foi nelas acontecendo, é fundamental para se conhecer as raízes da política portuguesa, no que respeita as áreas científicas e tecnológicas, no século XX.

    Unidades de Investigação
    http://complexo.ist.utl.pt/24-08-07.pdf

    1929
    Cyrillo Soares não foi um investigador é nomeado director do laboratório de Física da Faculdade de Ciências de Lisboa, início da investigação em Física + emergência de uma escola
    deu origem ao Centro de Estudos de Física criado em 1940

    1931
    Tendo terminado o Curso de Ciências Físico-Químicas, em 1925, casada com o Professor António Sousa Torres, em 1931 BEM foi para Paris, com bolsa do Instituto de Alta Cultura, acompanhada pela mãe. Integrada na equipa da Madame Curie, realizou o doutoramento em 1935. Depois do doutoramento em Paris empenhou-se no Laboratório de Radioquímica da FCUL criado em 1938-1939 e que passou a Centro de Estudos de Radioquímica em 1953

    1947
    Expulsão de docentes das universidades portuguesas – o que tinham em comum? A defesa da investigação
    SEC pág 144-145

    Até 1950
    Centros de Estudo do IAC: Lisboa 15 Porto 7 Coimbra 7

    1954
    Criação da JEN – Junta de Enrgia Nuclear

    1957
    Início da construção do LFEN – Laboratório de Física e Engenharia Nucleares em Sacavém
    Entrada em funcionamento do Reactor Português de Investigação (RPI) em 1961

    1963
    Criação da Junta de Investigações do Ultramar

    Unidades reputadas de investigação
    Laboratório Nacional de Engenharia Civil
    Junta Nacional da Energia Nuclear
    Instituto de Engenharia e Tecnologia Industrial
    Instituto Gulbenkian de Ciência
    Complexo Interdisciplinar I e II

    Internacionalização

    1940

    Congresso do Mundo Português contra a internacionalização (ideias exóticas)

    1956

    XV Congresso de Química Pura e Aplicada da IUPAC no IST, + de mil cientistas de 40 e tal países
    Exposição Átomos para a Paz, também no IST e depois noutras cidades do país

    Anos 60

    Ida de jovens licenciados doutorar-se no estrangeiro em Física Nuclear

    Anos 80

    Início – primeiro acordo com o CERN – Centre Européen d’Energie Nucléaire, criado provisoriamente em 1952 e definitivamente em 1954
    Vejamos como PAULA BORDALO descreve, em Fevereiro de 2000, a participação portuguesa na descoberta do Plasma de Quarks e Gluões (QGP) — estado primordial da matéria recriado no laboratório depois de 15 anos de trabalho:
    – “Portugal participou no projecto desde a primeira hora:
    – Em 1984 éramos 3 jovens portugueses, a acabar as nossas teses de doutoramento num laboratório francês, que já estavam a pensar no seu regresso à Pátria como físicos.
    – Em 1985 a Proposta de Experiência, que inclui a distribuição de responsabilidades, foi assinada por 7 portugueses, 22 franceses, 3 suíços e um espanhol.
    – Em fins de 1986 um primeiro feixe de iões de oxigénio foi acelerado no SPS do CERN e canalizado para as seis experiências, entre elas a nossa, NA38. Ao mesmo tempo nasce o nosso Laboratório LIP e Portugal torna-se oficialmente membro do CERN.”

    1981

    Exposição De que São Feitas as Coisas?, Instituto Superior Técnico

  62. ana luísa diz:

    40m
    recapitulando,
    ao longo deste percurso foram destacados
    os principais conteúdos
    de cada uma das 6 configurações epistémicas
    com seus conjuntos conceptuais
    e respectivos universos significantes

    Ouvir-Ler
    Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça

    Olhar-Ver
    Novos Mundos

    Comparar-nomear-classificar
    GH Natural da U Coimbra

    Controlar-Explorar-Expor
    Sociedade de Geografia de Lisboa + Expos Universais

    Observar-Experimentar
    EPLisboa

    Investigar-Institucionalizar-Internacionalizar
    MCTES

    A DETECÇÃO DESTA SEQUÊNCIA DE SISTEMAS EPISTEMICOS

    foi determinada com base em projectos de investigações
    que constam da nota distribuída no início da aula

    45m
    lacunas

    Chegados a este ponto, chegámos ao ponto final desta aula, que, como é própria da Filosofia vai-se traduzir na pergunta que pergunta

    quais são as maiores lacunas que sinto poder ser interessante continuar ainda a investigar, dentro da História e Filosofia das Ciências?

    Sinto que ainda não consegui perceber
    com o rigor merecido
    – como as ciências se articularam/desarticularam
    – com os saberes – artesanais, oficinais, técnicos/tecnológicos
    em Portugal, ao longo deste processo cognitivo

    E como isto me parece importante

    foi, neste sentido, que nasceu o projecto NaturaMeio
    projecto onde resolvi testar
    aos limites [ COM MUITA OUSADIA, ENTUSIASMO E CERTA TEMERIDADE]

    a importância que a História e Filosofia das Ciências

    – poderá ter na coordenação de um contexto interdisciplinar
    – dentro das relações Universidade-Empresa

    Felizmente, fomos bem recebidos na Herdade do Freixo do Meio
    maior unidade portuguesa de agricultura biológica, com 10.000 hectares,

    A minha hipótese de trabalho parte do princípio que a HFC pode ajudar um empresário e a sua equipe a

    – identificar problemas
    – descrever bloqueios
    – e superar dificuldades actuais
    nomeadamente ligados a uma revalorização inovadora do ecosistema mais rico da Peninsula Ibérica
    O MONTADO
    mas poderá mesmo?
    50 m
    Neste momento passo a palavra ao Eng. Alfredo Cunhal Sendim para que nos diga, como empresário agrícola, como tem sentido esta nossa proposta

    terminarei a aula com uma curta reflexão final

  63. ana luísa diz:

    E AGORA ANA?

    Agora devo concluir que tive, felizmente, sempre a alegria de nunca
    ter sentido o dilema (que teria sido fatal para mim)

    = ENSINO vs INVESTIGAÇÃO ???

    = ENSINO OU INVESTIGAÇÃO ???

    pois sempre tomei a liberdade de os conciliar com harmonia
    integrando os projectos nas aulas e os alunos na pesquisa

    [ ao mesmo tempo que estes sempre tiveram OBVIAMENTE respeitado o
    direito de assinar os trabalhos, logo como muitos me continuam a dizer
    = começar a fazer o seu curriculum de investigação nos trabalhos da
    área de HFC ]

    Parto pois realizada e com uma sensação de futuro
    porque sei perfeitamente que
    A MINHA DEMANDA DE ABSOLUTO
    SEMPRE ESTEVE/ESTARÁ NOUTROS LADOS…

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